Crônicas | Vou morrer de saudade

By Thayanna Sena - abril 23, 2011

De verdade que vou morrer.
A verdade é que a saudade mostra o grande carinho que há dentro de nós. Quando as coisas estão ao alcance das mãos, não nos desafiam, não fazem falta. Por mais piegas que seja, nós aprendemos a dar valor quando perdemos. "Perdemos", entre aspas. Por que, no caso de alguém que apenas está distante_ e considerando toda a parafernália tecnológica que nós ajuda a encurtar a distância_, em geral, trata-se de uma perda passageira. Ou seja, a saudade ajuda a criar expectativa pelo reencontro, pelo abraço, pela voz. "Que bom te ver de novo!"

Eu sinto saudade antes, durante e depois. Mesmo estando junto, já sinto saudade. Não que eu não aproveite o presente, mas penso: por que não é pra sempre? Assumo sem culpa que eu nem queria que fosse assim realmente. Comer sempre a mesma comida enjoa; sapatos e roupas, às vezes ainda usáveis, são trocados por novos; trocamos de trabalho, de caminho, de rotina. É bom trocar de pessoas, pra depois voltar pras velhas e dizer: "Puts, senti sua falta!". E fazer o mesmo com as outras, as novas_ agora também velhas.
Aliás... tem uma pessoa ai pra trocar comigo? Depois a gente destroca, prometo.


Sinto saudade de alguém em especial. Alguém sem precedentes e que se faz especial simplesmente por existir_embora otras cositas cooperem para isto, hahaha. Obviamente não somos iguais, mas qualquer situação fica divertida se estamos juntos. Se nos entendemos apenas através de olhares. Cada vez que meu coração aperta, eu percebo o quanto esse alguém é importante pra mim e valorizo ainda mais. E o melhor: eu acredito na reciprocidade.
É por isso que vou morrer de saudade. Já estou morrendo há meses.
Sorte que o reencontro está por vir...

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