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Crônicas | Limpeza de disco

março 06, 2012 Thayanna Sena 0 Comentários

Limpezas periódicas são essenciais. São elas que fazem aparecer coisas importantes que passaram muito tempo perdidas. Como o bilhete do cinema, o papel do bombom ou o ingresso do show que perdemos. Ou a lembrança de um amigo que anda distante, uma avó que aguarda visita. Também é comum encontrar velhos conceitos, o que nos faz ver como crescemos desde então. Ou talvez mostre que tomamos um caminho ruim e que é hora de retornar.

Limpezas também são úteis para nos livrarmos de coisas que já não fazem sentido: roupas que ficaram pequenas, contas já pagas ou livros que já lemos e que podem servir para outras pessoas. Coleção de bolinha de gude, flores secas e celulares TDMA, fora! Também é bom descartar gente que não nos diz respeito. Relacionamentos que já deram o que tinham que dar. Amizades que nos desviaram do nosso objetivo. Velhas redes sociais.

Limpeza significa desapego. Significa abrir portas para coisas novas. Como querer roupas novas se as atuais já não cabem no closet? Antes de instalar novos programas, é preciso fazer uma limpeza de disco para liberar espaço. Limpar é uma forma de se renovar. De manter a mente aberta. E de criar oportunidades, surpresas e possibilidades.

Não é fácil se desprender. Nem o mais ávido por novidades se livra facilmente de seus costumes, por que a tarefa de enfrentar o desconhecido assusta e trocar o certo pelo duvidoso é arriscado. Devo dizer, no entanto, que precisamos nos preparar, já que limpezas nem sempre são opcionais. A morte é uma forma de limpeza, assim como uma nova vida que vem ao mundo. Acostumar-se a desacostumar nos torna mais tolerantes e mais fortes. Mais preparados para o que vier. Limpeza é folha em branco, é recomeço. É um risco, mas também uma nova chance.

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