Crônicas | Dormir no ponto

Dormir no ônibus e passar do ponto: quem nunca? Hoje foi o meu dia. Eu, que sempre contei com um despertador involuntário interno, abri os olhos e vi um caminho pelo qual eu não costumava passar todos os dias. Puts!, pensei. Nessa hora a gente se sente meio burro: "como eu fui passar do ponto?". Mas na sequência vem a lembrança de ter dormido pra lá das 2 da matina, o que explica o cansaço e o peso que fez com que as pálpebras ficassem fechadas para além do normal.

Pois bem, a solução é refazer o caminho. Tem gente que vai longe, passa da rua e do bairro, e ás vezes só percebe quando o ônibus para no ponto final. No meu caso, ele havia acabado de sair do lugar aonde eu costumo descer (viu que o meu despertador interno não falhou tanto assim?). Hora de programar uma nova rota , tipo GPS quando confiamos mais em nós mesmos do que nele e pegamos o caminho errado_ faço questão de lembrar que muitas vezes os certos somos nós e não o GPS, mas isso é outra história.

Olhei no relógio e vi que estava com tempo razoavelmente hábil. Pra completar, tenho um conhecimento vasto sobre a área central de Belo Horizonte_ e dos trajetos do transporte público, já que não sei dirigir. Acabei chegando ao trabalho antes da hora em que eu chegaria fazendo o caminho normal. E ai ficou a dúvida: passar do ponto foi azar ou sorte?

0 comentários