FAZER O QUE A GENTE AMA

dezembro 02, 2012 Thayanna Sena 0 Comentários

"Há sempre um buraco entre nossos sonhos e a realidade: a religião
nos ensinou a aceitar isso. Mas, agora, tendemos a esperar que, com a ajuda
da Apple, do dinheiro e da cirurgia plástica, possamos superar nossas limitações.
E ficamos doentes graças ao perfeccionismo tecnológico".

Ler essa frase de Alain Botton, filósofo suíço, e assistir novamente ao vídeo All Work and All Play (que tá ali no fim do post) me fez pensar em sonhos e em "fazer o que a gente ama".


Engraçado como o trabalho realmente nos define. Seja pelo estereótipo que as profissões têm ou para se afirmar na sociedade, a atividade é quase mais importante do que o sobrenome. E acho mesmo que isso é parte do caminho para que os sonhos se tornem realidade, principalmente pelo tempo que o trabalho consome, algo como 1/3 do dia. Considerando que 1/3 a gente passa dormindo e que grande parte do outro 1/3 é trânsito...

A sociedade da geração Y, embora criativa e divertida, é muito mais exigente em relação à ter uma ocupação. Se por um lado a graduação tradicional perde espaço para a especialização rápida, por outro o excesso de informações e possibilidades traz insegurança. A própria felicidade no trabalho é um requisito e, quem não a tem, perde tempo. Certamente era mais fácil se dar bem quando não existiam distrações como Facebook e Instagram e quando ninguém ficava pulando de uma janela para outra. Mas estar atualizado tem tudo a ver com sucesso, por que é isso que inspira, incentiva e traz novas possibilidades. Recicla.

Subjetividade define. Amar ou não o trabalho é uma questão de referências, expectativas e experiências de cada um. Há felicidade que nasce e felicidade que se cria. O emprego dos sonhos pode não ser o ideal e ser feliz em qualquer outro é totalmente possível. O importante nesse mar de opções é não estagnar. É aproveitar a possibilidade de experimentar coisas diversas. Até por que nem mesmo os sonhos são definitivos. Já que não temos respostas, um bom caminho é tentar entender essa mobilidade e absorver o que há de melhor nas mudanças. E, se não funcionar para a realização profissional, que funcione para se divertir durante o trajeto.


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