QUE NEM MARÉ

By Thayanna Sena - julho 11, 2013

Às vezes tudo o que precisamos é de calma. Calma e paciência. Aliás, me arrisco a dizer que estas são as duas maiores dádivas com as quais alguém pode nascer. Certamente a vida é muito mais fácil para estes agraciados. Para nós, que viemos ao mundo com sintomas da vida moderna, rápida e rasteira, não resta outra alternativa se não desenvolver a capacidade de esperar. De relevar. De engolir um ou outro sapo e deixar a maré baixar.

Por falar em maré, vida e mar são bem parecidos, ora calmos, ora agitados. Uma onda vem e leva os sonhos, os projetos, as expectativas, tudo por água abaixo. Maré cheia e outra onda renova, dá forças, traz uma nova perspectiva. E o ciclo recomeça. O ir e vir das águas do oceano são o tic e tac do relógio, o vai e vem das horas. E qualquer adversidade é passageira, assim como todo mar muda de humor.

Gosto de sentar na praia e olhar o horizonte. A tranquilidade me traz paz enquanto a maré cheia me faz lembrar que nada é tão fácil, mas tudo é passageiro. É ali que eu encontro calma e paciência. Fujo pro litoral pra esquecer dos problemas ou pra resolvê-los, como se a água levasse as preocupações para longe. Muito tempo perto do asfalto e do concreto fazem com que eu me esqueça que a vida é simples, que nem maré. E que paciência também significa esperar o momento certo. Se há uma lição que a vida nos faz aprender é que depois da tempestade sempre vem a bonança. Aqui entra a calma que, como eu disse, é tudo o que precisamos. Se bem que uma dose de esperança também é muito bem vinda. Mas isso já é assunto para um próximo post...

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