Vida que segue

By Thayanna Sena - novembro 28, 2014

As coisas foram se perdendo aos poucos e, de alguma maneira, eu fui me perdendo junto. Tudo aconteceu de maneira silenciosa, sem pressa, e veio à tona de súbito. Pobres de nós, que somos pegos de surpresa. E perdemos o chão. E nos vemos em meio à um mar de anseios e questionamentos. C'est la vie! Mas é passageiro, como são todas as coisas.

Quando acordei e coloquei os pés no chão, percebi que algo tinha mudado e que minhas certezas já não estavam lá. Eram outros pensamentos, como se eu também fosse outra. Na dúvida, me olhei no espelho: mesmo cabelo, mesma miopia, uma espinha nova, talvez. Tudo parecia nos conformes, mas eu era um vulcão em erupção por dentro. Qual a forma de se acalmar um vulcão?

Aprendi com os dias que eles realmente são a resposta. Os dias, meses, os anos e o tempo. Como dizem os sábios (ou não), "não há mal que perdure, não há dor que não se cure". E as dúvidas? Algumas respostas aparecem da mesma maneira, de repente. Outras é preciso procurar, mergulhar, se ferrar pra descobrir que era tudo assim, tão simples. E as indecifráveis talvez seja melhor manter como estão. Os dias também ensinam que nem tudo merece uma resposta. Pelo menos não uma definitiva.

É certo que o passado ao futuro ensina. Lá na frente é olhar pra trás e ver tudo como ensinamento, lembrança, aprendizado. Por enquanto ainda dói e ainda incomoda, mas uma boa dose de auto-confiança deve bastar. As horas estão passando tão apressadas, rindo de nós... melhor mesmo é relevar os males e correr atrás delas e das oportunidades que passam junto. Já dizia a Bíblia, há tempo pra tudo. Inclusive pra ir em busca do que passou, mas ainda importa.



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