Mendoza | Cañon del Atuel, San Rafael

By Thayanna Sena - outubro 01, 2016



Mais um dia em que Luisa e eu madrugamos em Mendoza_ o que não é muito difícil, já que às 8 da manhã ainda está escuro na cidade. Saímos por volta das 7hs e o destino da vez foi San Rafael, que está a 238km da capital, mais ou menos 3 horas de viagem. Passamos rapidamente pelo centro e já pegamos outra vez a estrada para a região do Cañon, com uma parada antes na Cabaña de Mendoza. Depois eu descobri que a Cabaña é uma chocolatería famosa, com tiendas em toda a província de Mendoza (já falei que Mendoza é a cidade e também a província, né?!), mas Lu e eu estávamos super efusivas por ver duas llamas e gastamos os 20 minutos da parada interagindo e tirando fotos com elas.

Sorte do dia: não levamos nenhuma cuspida. Sinceramente, a empolgação não deixou que nenhuma das duas se lembrasse desse famoso hábito das llamas. Hahaha



A primeira parada da excursão é no Dique El Nihuil, que fica a 37km da cidade de San Rafael. Embora não tenhamos visto, eu soube que há uma boa infraestrutura turística no entorno, com camping, pousadas e várias opções de ecoturismo, como trekking e windsurfing.
A partir de então, a paisagem de vegetação variada + Cordilheira dos Andes ao fundo começa a dar lugar às formações rochosas que compõem o Cañon del Atuel. Os cânions (assim como o famoso Grand Canyon, nos EUA), são criados pela ação da água e dos ventos: em San Rafael, o Rio Atuel foi o responsável por perfurar a Serra Pintada, criando a paisagem natural.

Curiosidade: o Cañon del Atuel tem 50km e é o único no mundo que pode ser percorrido de carro em toda sua extensão, que é justamente o que faz a excursão.



Ao longo do cañon se encontra o Complexo El Nihuil, composto por três hidrelétricas em funcionamento. Em geral, as paradas da excursão são nestas construções, onde existem mirantes com vista para as represas e lagos do complexo.



Outra curiosidade sobre o Cañon del Atuel é que as formações rochosas sofrem transformações com o tempo, o que cria esculturas naturais ao longo do trajeto. Sabe aquela brincadeira de ver animais nas nuvens? Nós fizemos o mesmo, só que dessa vez com indicações dadas pelo guia da excursão. De fato as figuras existem_ e são, inclusive, pontos de localização ao longo do cañon. Os meus favoritos foram Los Monjes (que eu vou mostrar em vídeo em breve) e o Museo de Cera abaixo: é difícil reconhecer na foto, mas pessoalmente e munido da empolgação de turista, conseguimos ver alguns desenhos familiares nas rochas. Hahaha



O último trecho do Cañon del Atuel é o Dique Valle Grande. Do mirante, a vista é maravilhosa, especialmente porque fizemos a visita em um dia de sol e céu azul. Na foto abaixo, em cima a esquerda, dá pra ver alguns picos nevados da Cordilheira dos Andes. Já as rochas no meio do lago são chamadas de El Submarino e, conforme o nível de água do lago muda, uma parte maior do submarino fica à mostra_ clique aqui e veja outras imagens.



Para terminar o post, o mapa do Cañon, com a localização das hidrelétricas ao longo do Rio Atuel, uma "frozinha" que eu achei na parada para o almoço (que foi acontecer lá pelas 14hs, com opções de churrasco e lomo, um tipo de sanduíche, mas tudo bem simples. Vale dizer que quem decide fazer rafting ou andar de catamarã nesta parada final não tem muito tempo para almoçar) e o pôr do sol na Cordilheira dos Andes, visto pela janela na volta à cidade de Mendoza.

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