Mendoza | Wine time

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Comecei os posts de Mendoza com lágrimas nos olhos. Sério! Nunca tive um sentimento de pertencimento e uma saudade tão grande como a que estou de lá. Talvez por ter sido uma viagem muito intensa, inesperada e regada à uma das minhas paixões: o vinho! Ano passado eu visitei o sul do Brasil, conheci várias vinícolas em Bento Gonçalves e aprendi muito sobre as uvas (entre as favoritas, troquei Merlot por Tannat e ainda descobri a Peverella, uma uva levemente picante).

Como o tempo todo em Mendoza é wine time , o primeiro post tinha que ser sobre as vinícolas_ ou bodegas , como eles chamam por lá. Fizemos uma visita guiada pela Domiciano de BarrancasVistandes e Florio. Essa visita é feita com uma agência de turismo (a minha foi com a Cepas) e, além da apresentação da bodega, tem degustação dos vinhos (três em cada. Adivinha quem saí de lá borracha? hahaha).

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Enquanto na Domiciano a produção é mais artesanal, com a fermentação em barris de carvalho (como na maioria das vinícolas que conheci no Brasil), na Vistandes ela é feita em grandes tanques inoxidáveis. Na verdade, todo o espaço físico da Vistandes é mais moderno e eu diria que as duas têm o seu charme_ embora eu seja fã declarada da produção familiar e da visita intimista nas bodegas menores.

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Da Vistandes, fomos à Pasrai conhecer a produção de azeite de oliva e, olha... eu não estava dando nada por essa visita (que, de fato, não é muito completa), mas a degustação de azeites foi maravilhosa! Além dos clássicos virgem e extra virgem, eles produzem azeites saborizados, com orégano, pimenta e alho, por exemplo, além de uma linha spa com hidratante, sabonete etc. Comprei três vidros de azeite de 250ml cada por 200 pesos_ se eu pudesse trazer, tinha comprado muito mais!

A visita terminou na Florio, provando licores e vinhos beeeem doces. Embora não sejam meus favoritos, eu amei o branco Siete Rocas, que foi o único que eu comprei no passeio_ embora todas as bodegas façam vendas para os visitantes.

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Uma das coisas que a Lu e eu mais fizemos foram piqueniques (com vinho, é claro!) nas plazas de Mendoza, que são lindas_ o próximo post vai ser sobre elas. No primeiro dia, algumas pessoas nos olharam torto (especialmente porque ouvíamos reggaeton), mas acabou sendo uma maneira de fazer amigos e de aproveitar a cidade. Aqui, alguns dos rótulos que tomamos: Michel Torino e Portillo (Cabernet Sauvignon), Ventus e Santa Julia (Malbec), Latitud 33 (Tempranillo) e Alaris (Pinot Noir).

Ps: o Michel Torino foi o primeiro e depois descobrimos que ele é tipo Chapinha, o que a gente chama de "vinho de mesa" aqui. Ou melhor, o que a gente chama de "vinho ruim" aqui. Fomos "zuadas" pelo Herman (nosso amigo porteño) até o último dia da viagem por causa disso. Hahaha